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Primeira Época

I am a complex guy, sweetheart Sawyer

Guys... Where are we? Charlie

No girl's exactly like me Kate

Dude...! Hurley

If we can't live together, we're going to die alone Jack

This is my destiny! Don't tell me what I can't do! Locke

A leader can't lead until he knows where he's going Locke

A doctor playin' golf. Now I've heard everything. What's next? A cop eatin' a doughnut? Sawyer

No one's that lucky. We shouldn't have survived Sayid

I'm letting you off the hook. Let me go, Jack Boone

Hope is a very dangerous thing to lose Sayid

You have three choices: run, hide... or die Rousseau

You have some...Arzt...on you Hurley

The thing is... we're gonna have to take the boy The Others

Segunda Época

Good idea, you go look in the burning death hole Hurley

I'll see you in another life, brother Desmond

We need to watch that again Locke

They took my boy!! Michael

I need you to believe in me Shannon

What good it would be to kill you if we're both already dead? Sayid

Do not mistake coincidence for fate Mr. Eko

Right here there's a line, you cross that line we go from misunderstanding to something else Mr. Friendly

I understand that you live in a world where righteousness and evil seem very far apart, but that is not the real world Mr. Eko

There is a new sheriff in town boys! Y'all best get used to it Sawyer

I never did a good thing in my life Sawyer

He is one of them Rousseau

My name is Sayid Jarrah and I'm a torturer Sayid

Are you the genius, John? Or are you the guy who always feels like he's living in the shadow of a genius? Henry

I'm sorry Michael

Michael has been compromised Sayid

I think I crashed your plane Desmond

All we really need to survive is one person who truly loves us Penny

I was wrong Locke

We're the good guys, Michael Henry

Miss Widmore, it's us. I think we found it ...

Terceira Época

Plan Your Escape ABC

The next two weeks are going to be very unpleasent Benjamin

We know everything about you, Jack Shephard Juliet

Jin says he knows I betrayed him Sun

The only thing we put in your heart was doubt Benjamin

I ask for no forgiveness because I have not sinned Mr. Eko

I wanted you to believe Sawyer

Kate, Damn it, RUN Jack

No matter what I try to do... you're gonna die, Charlie Desmond

He walks among us but he is not one of us Isabel

We make our own luck Hurley

What I meant is, You're not capable of understanding Mikhail

I asked you not to come back here for me and I wish that you hadn't. But, I will come back here for you Jack

Who the hell's Nikki and Paulo? Sawyer

Welcome to the wonderful world of not knowing what the hell's going on Kate

A plane fell out of the sky, Mikhail, of course we saw it! Ben

Every pregnant woman on this island died Juliet

Flight 815. They found the plane. There were no survivors. They were all dead. Naomi

This will be the beggining of the end! Ben

Get up John, you have work to do. Walt

We where never suposed to leave. Jack

We have to go back! Jack

Quarta Época

I'm one of the Oceanic Six! Hurley

Rescuing you and your people... can't really say it's our primary objective. Daniel

Flight 815 Found! ...

Sure... who are we to argue with taller ghost Walt! Sawyer

We're here for Benjamin Linus. Miles

Great! The ship send us another Sawyer. Hurley

You can go now, Michael. Christian

We're going to have to lie. Jack

The island won't let you come alone, Jack. Ben

Quinta Época

Thank God for second chances! Ben

Why Is There A Dead Pakistani On My Couch?! Carmen Reyes

You're gonna have to die John! Richard

Were not going to Guam are we? Lapidus

Welcome back to the land of the living. Locke

I don't speak destinySawyer

All right, dude. We're from the future. Sorry! Hurley

I see you found your loophole. Jacob

They're coming. Jacob

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Outstanding Drama Series

Outstanding Directing for a Drama Series

Outstanding Casting for a Drama Series

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2006 SAG Awards

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2006 Writers Guild Awards

Outstanding Achievement in Writing in a Drama Series

2006 Visual Effects Societ

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2006 Saturn Awards

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    segunda-feira, setembro 07, 2009

    Mistérios do Universo - A Iniciativa Dharma II e III

    A ABC lançou em Julho, no site de LOST a série documental Mistérios do Universo, que fala de sociedades secretas, dos grandes segredos do mundo, das capacidades que vão além do que a ciência explica e revela o que acredita ser uma das maiores e mais poderosas sociedades secretas, a Iniciativa Dharma.

    Aqui ficam a segunda e terceira partes da série. A segunda parte fala sobre o estranho processo de recrutamento da Dharma.


    A terceira aborda os materiais adquiridos pela Dharma, nomeadamente o armamento e os submarinos.

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    sábado, julho 25, 2009

    Mistérios do Universo - A Iniciativa Dharma

    A ABC lançou esta semana no site de LOST um vídeo que assumem como uma série documental que havia sido perdida há muito e veio agora novamente à luz do dia. Esta série, chamada, Mistérios do Universo, fala de sociedades secretas, dos grandes segredos do mundo, das capacidades que vão além do que a ciência explica e revela o que acredita ser uma das maiores e mais poderosas sociedades secretas, a Iniciativa Dharma.


    A Iniciativa Dharma
    Um projecto discutido há anos dentro e à volta dos círculos de conspiração. Chegado a pensar-se perdida, esta série documental explosiva nunca foi antes vista... até agora
    .

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    quarta-feira, abril 01, 2009

    Imagens Dharma Lady

    Já aqui disponibilizamos a canção Dharma Lady dos Geronimo Jackson, ficam agora as imagens criadas para ela.

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    segunda-feira, agosto 04, 2008

    Video Dharma Comic Con´08

    A ABC disponibilizou o vídeo mostrado no Comic Con numa versão de melhor qualidade, a qual colocamos agora aqui com legendas.

    Pierre, que até agora conhecíamos por, entre outros, Dr. Marvin Candle, fala do seu trabalho dedicado à solução de Kerr. Esta é uma solução das equações de Einstein, sem simetria esférica mas com simetria em torno de um eixo e que descreve buracos negros em rotação. Esta solução possui no seu interior túneis que ligam regiões assimptoticamente planas do espaço-tempo. Pierre estaria portanto ligado ao estudo de Wormholes Transitáveis no Espaço-Tempo.

    Isto pode explicar como num vídeo que terá sido gravado há mais ou menos 30 anos, Pierre menciona o actual presidente dos Estados Unidos e a existência da "internet". Ele também fala da expurgação que sabemos ter sido levada a cabo por Ben e da qual Pierre diz nem ele nem qualquer membro da DHARMA será capaz de evitar e sobreviver.
    Diz finalmente ser crucial que a Iniciativa DHARMA seja retomada de modo a prosseguir as pesquisas e quem sabe até evitar a expurgação (no passado, portanto).

    Outro ponto interessante, é muita gente acreditar que quem está a filmar o vídeo e de quem só ouvimos a voz é Daniel Faraday. Outros colocam a sua aposta em Miles Straume.

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    sexta-feira, outubro 19, 2007

    Lost e Half-Life 2: Episode Two

    Ao que parece, os criadores daquele que é considerado um dos melhores jogos de sempre, Half-Life, são fãs de Lost e decidiram incluir alguns rebuçados relativos à série no mais recente capítulo da saga.

    Half-Life conta a história do Doutor Gordon Freeman, um cientista do laboratório Black Mesa que está envolvido em experiências ultra-secretas envolvendo portais de energia. A história tem início com uma experiência que corre muito mal e resulta na abertura de um portal entre um mundo extraterrestre e a Terra. O nosso planeta é então invadido e praticamente destruído pelos alienígenas. Surpreendentemente, Freeman sobrevive ao incidente em Black Mesa e torna-se no grande oponente dos invasores, adquirindo o estatuto de salvador da humanidade.
    Além do excelente grafismo, realismo e jogabilidade, Half-Life impressiona também pelo seu fantástico enredo, quase tão misterioso e intrincado como o de Lost. Deste modo, o cruzamento entre estes dois mundos é, no mínimo, muito interessante e, quem sabe, não teremos mais referências a Lost no próximo capítulo de Half-Life (Half-Life 2: Episode Three, ainda sem data de lançamento prevista). Curiosamente, o contrário já aconteceu num dos episódios da primeira temporada de Lost, em que vemos algumas pessoas a jogar Half-Life durante um flashback de Sayid.

    As referências a Lost neste jogo são então o símbolo da Iniciativa Dharma e os famosos Números num dos últimos postos de resistência da raça humana, denominado "White Forest":

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    sábado, setembro 29, 2007

    Vídeo da Lavagem Cerebral Completo

    Entre os extras dos DVD's da terceira temporada, podemos encontrar a versão completa do vídeo da lavagem cerebral que Karl visionava em "Not in Portland":


    O áudio está neste momento a ser analisado no sentido de verificar se existem mensagens subliminares como a de "Not in Portland".

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    sexta-feira, julho 27, 2007

    Filme de Orientação da Estação Orquídea

    Aqui está a versão disponibilizada no site da ABC e legendada pela Lostpedia do vídeo de Orientação da Estação Orquídea:

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    terça-feira, setembro 26, 2006

    Rachel Blake - Narvik, Noruega

    O último podcast de Dj Dan, em versão mp3, pode ser encontrado aqui.

    Na primeira hora do podcast, Dj Dan dá-nos a conhecer as conspirações do momento, recebe telefonemas de fans, lê alguns emails relativos à Experience e faz um resumo dos últimos cinco meses do jogo. Em seguida, Rachel entra em linha.
    Dan começa por mencionar o incidente com os mapas das ilhas, ocorrido quando Rachel foi de encontro a Mittelwerk e Malik. Depois, fala das dificuldades que a hacker teve durante as suas investigações. Rachel justifica-se, afirmando que passou os últimos 10 anos com os olhos "colados" a um computador, inclusive no seu trabalho na Widmore Corporation. Rachel fala ainda do seu início como hacker ("A minha mãe estava doente, os médicos mentiam, e eu queria conhecer os verdadeiros registos médicos"), do vídeo do Sri Lanka e dos chocolates Apollo. Por último, Rachel fala do vídeo que gravou na Noruega e que entregou às autoridades no início da semana.
    É neste momento que a conversa é interrompida por James, um ouvinte que possui uma pequena rede onde capta transmissões de rádio com origem militar, científica, corporacional, etc. Enquanto ouvia o podcast de Dj Dan, James captou uma transmissão de rádio, referente a uma operação policial com o objectivo de eliminar Mittelwerk:


    A operação não foi bem sucedida e Mittelwerk aparenta, não só ter escapado, como também tirado a vida aos agentes que o perseguiam, através da explosão que provocou.
    Perante esta situação, Rachel pede a todos que consultem o site da ABC e o podcast termina abruptamente.

    Num dos hacks ao site da Hanso, Rachel descobriu uma carta da Dra. Eliza Vasquez, sobre o estado de saúde do "Señor Hanso". Segundo a carta, Alvar teve uma infecção do miocárdio em Madrid, tendo dado entrada num hospital local. Contra os desejos de Alvar, a médica recolheu uma amostra do seu sangue, que revelou propriedades estranhas e o perigo de ocorrência de um ataque cardíaco fatal, dentro de pouco tempo. Possivelmente, como resultado deste incidente, Alvar começou a receber visitas domiciliárias de uma enfermeira, que recolhia amostras do seu sangue para análise. Foi com esta informação que Rachel conseguiu gravar o vídeo em Narvik, Noruega:


    Este vídeo responde a algumas das questões que vinhamos colocando desde o início da Experience.
    Em primeiro lugar, parece razoável assumir que Alvar não está na Ilha em 2004, altura em que o voo 815 se despenha no local (note-se que a última aparição pública de Alvar foi em 2002). Como tal, também não será o "Him" que "Henry Gale" e Tom (Zeke) referiram.
    Em segundo lugar, confirma-se que Alvar é o pai de Rachel. Contudo, continuamos a não saber qual a doença que afectou a mãe da hacker e levou Hanso a criar o projecto "Mental Health Appeal", que se destina a auxiliar doentes com problemas mentais. Também não sabemos que razões levaram à morte da mãe de Rachel.
    Em terceiro lugar, sabemos agora que Mittelwerk aprisionou Alvar naquela casa, impedindo-o de contactar com o exterior. No entanto, porque razão Mittelwerk não terá simplesmente aniquilado o fundador da Hanso? Alvar diz no vídeo que "Ele não me pode matar". Será que Mittelwerk precisa de Hanso vivo? E porquê?

    Outro aspecto curioso é o facto de Hanso ter ouvido a câmara que Rachel trazia na mala. Parece um pouco estranho que um homem com pelo menos 80-90 anos consiga ter uma audição tão boa. Também "Henry Gale" nos surpreendeu com a sua capacidade auditiva, quando mostrou conseguir ouvir, a partir da sua cela, tudo o que se passava na escotilha. Será este um sinal das experiências da Hanso ou um aspecto irrelevante?

    Mas as grandes questões do momento são: o que aconteceu a Thomas Werner Mittelwerk? Terá desistido de aplicar o vírus, cuja natureza e objectivo ainda não conhecemos? Terá Hanso conseguido escapar da casa onde estava aprisionado? E o que acontecerá aos projectos da Hanso Foundation? Irão as autoridades investigar a Dharma Initiative e descobrir a localização da Ilha? E que consequências terá essa descoberta? Afinal, em que consistia o protocolo SPIDER? Onde está Valenzetti? Serão os resultados da equação verdadeiros? Será o vírus de Mittelwerk necessário?

    A existência de todas estas questões parece apontar para a forte possibilidade de a Lost Experience ter uma sequela. Não sabemos ainda se tal irá acontecer, mas a verdade é que o site da Hanso Foundation voltou a ser actualizado hoje, com uma mensagem de Alvar Hanso:



    Para todos:

    O caminho do secretismo é um caminho perigoso. Apesar de a necessidade ditar, por vezes, que temos de esconder o nosso trabalho e a nossa pessoa da dura luz da inquirição, manter um segredo continuamente pode afundar a melhor das intenções nas sombras. Sinto que fui como uma presa destas sombras, ficando cego às acções de colegas como o Dr. Thomas Werner Mittelwerk, mas também a actos vindos da minha própria mão.

    Temo que as lições que aprendi custaram a muitos a sua felicidade. Alguns terão até perdido as suas vidas. O meu arrependimento por tais acontecimentos é infinito. Contudo, garanto-vos que a Hanso Foundation sempre pretendeu fazer renascer uma terra e um povo que estão a morrer.

    Os nossos métodos têm de mudar. Neste momento, a Hanso Foundation entra num período de restruturação e análise geral. A transparência e supervisão cuidada serão os princípios que nos irão guiar, a excelência na comunicação e resposta ao feedback serão as nossas maiores forças.
    Para salvar a humanidade, precisamos de nos concentrar justamente nisso: na nossa humanidade.

    Muito tempo passou, talvez demasiado. Graças aos esforços incansáveis da minha filha, Rachel Blake, e de um movimento mundial que se juntou contra a entidade perversa do regime de Thomas Mittelwerk, eu fui exonerado e libertado da minha prisão. Graças à compreensão e visão de futuro do Global Welfare Consortium, foi dada uma segunda oportunidade à Hanso Foundation de construir um futuro que nos pode suportar, enriquecer e embeber-nos em paz e alegria.

    Foi a isto que dediquei a minha vida e a minha Fundação. Tenho esperança de que se juntem a mim.

    Namaste,
    Alvar Hanso


    Esta mensagem de Hanso parece indicar que irá ser feita uma revisão completa, com a colaboração de Rachel, de todos os projectos da Hanso... Estará a Dharma Initiative incluida? Serão os membros da iniciativa finalmente resgatados da Ilha? (nos seus hacks, Rachel afirma que os cientistas nunca voltaram) Poderá Rachel ser a melhor escolha para a reconstrução da infraestructura tecnológica da Ilha?

    Toda estas questões poderão ser respondidas se a Lost Experience voltar. Curiosamente, se clicarmos na palavra "humanity" do comunicado de Hanso, seremos brindados com uma mensagem críptica de Mittelwerk:

    Vocês ganharam uma batalha, mas foi apenas isso, uma batalha. A Humanidade precisa de mim, agora mais do que nunca. Eu tenho o vírus e tenho a vontade. E não irei falhar.

    A vingança de Mittelwerk parece estar para breve, quem sabe já no intervalo entre os seis primeiros episódios e o resto da terceira temporada.

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    sexta-feira, setembro 15, 2006

    O significado dos Números - Segunda Parte

    Neste post vamos apresentar algumas teorias alternativas e igualmente prováveis para o significado dos Números e da equação Valenzetti. A leitura deste post deve ser acompanhada de uma leitura prévia do post anterior.

    Comecemos por uma teoria que põe em causa a própria utilidade da equação e a veracidade dos seus resultados, sugerida em parte pelo utilizador Matt the Pale, do blog The Lost Experience Clues.
    Depois de vermos o vídeo do Sri Lanka, ficámos com a ideia de que Alvar Hanso acreditava mesmo que a equação Valenzetti era capaz de prever o número exacto de anos e meses até à extinção da humanidade. Imediatamente podemos colocar a questão: será possível conceber uma equação destas?
    De um ponto de vista meramente científico, parece altamente improvável que Valenzetti tenha conseguido enumerar todos os factores que podem contribuir para a extinção da humanidade. Há algumas semanas atrás, pensava-se que o matemático italiano apenas tinha considerado a hipótese da guerra nuclear (como sugerido pela teoria do fim do mundo). Agora sabemos que, além da guerra nuclear, Valenzetti considerou um conjunto de outros factores, como pandemia, armamento químico e biológico, etc. Esta ideia de que toda a evolução da humanidade pode ser descrita por uma simples equação, com apenas seis factores nucleares, é um pouco irrealista. Além de a equação ter, necessariamente, de ser muito complexa, há ainda o problema das variações ambientais e humanas inesperadas, como um avanço tecnológico que interfira, positiva ou negativamente, com qualquer dos factores utilizados pela equação. Uma equação deste tipo teria de ser constantemente revista e os seus parâmetros actualizados.

    Assim, a equação Valenzetti pode ser apenas uma profecia, estando vulnerável às constantes mudanças na civilização humana. Contudo, tal como qualquer profecia, o seu poder reside na crença das pessoas e na capacidade que tem de alterar o comportamento destas. Alvar Hanso, possivelmente influenciado pelas ideias do socialismo utópico e pelo sentimento de culpa resultante da destruição causada pela Segunda Guerra Mundial, sentiu necessidade de acreditar na equação. Em algum momento, Mittelwerk terá descoberto a verdade sobre a equação e decidido utilizar o seu poder enquanto profecia. Mas qual será o seu verdadeiro objectivo?
    Temos vindo a dizer, tanto no último post, como nos comentários, que, apesar de ética questionável, as acções de Mittelwerk não estão erradas. Afinal, o director executivo da Hanso está apenas a tentar salvar a humanidade da única forma que ele julga ser possível, depois de todos os outros esforços terem falhado.
    No entanto, caso se confirme a inutilidade da equação, as intenções de Mittelwerk serão tudo menos boas e o mais provável é mesmo que Mittelwerk queira... o fim da civilização humana. Esta mudança radical nos acontecimentos talvez não seja tão surpreendente quanto parece. Curiosamente, o nome de Mittelwerk vem de um campo de concentração alemão, utilizado pela facção Nazi durante a Segunda Guerra Mundial, e, tal como Hitler, Mittelwerk nasceu na Áustria e perdeu a mãe relativamente cedo (em ambos os casos por doença). Deste modo, à semelhança do ditador alemão, Mittelwerk pretenderá reconstruir a civilização humana à sua imagem, baseando-se na sua própria concepção de "pureza humana". Para alcançar este objectivo e garantir que os programas da Hanso continuam a ser financiados, ele precisa que todos acreditem na equação e nos seus resultados. Poderá ser por essa razão que Mittelwerk faz as "sessões de esclarecimentos" sobre a equação Valenzetti e os Números, apresentando como prova o filme de Orientação de 1975. Além disso, o interesse de Mittelwerk nos compostos psicotrópicos de Hackett, que aparentemente podem ser introduzidos nos alimentos sem alterar o sabor dos mesmos, é outro aspecto a favorecer esta teoria.

    Hanso terá sido afastado da liderança porque descobriu as verdadeiras intenções de Mittelwerk, mas essa decisão também pode ter sido sua, isto é, com a confirmação da inutilidade da equação Valenzetti, Hanso pode ter decidido abandonar a fundação.

    Perante esta teoria, a questão mais pertinente será: então e os Números, também são inúteis e não têm qualquer significado? Não parece ser esse o caso. De facto, podemos pensar na equação Valenzetti como "fazendo parte dos Números" e não o contrário. Ou seja, os Números, que continuamos a pensar estarem relacionados com todos os males do mundo, terão uma "entidade própria" e utilizam vários meios para realizar a sua "propaganda". A equação será apenas mais um desses meios. Mas a resposta à dúvida que levantámos sobre a utilidade da equação não é importante para o restante desta discussão. Na verdade, facilmente conseguimos apresentar um argumento que contraria a teoria apresentada anteriormente. Se, por um lado, é verdade que a própria ideia que está na base da equação é algo irrealista, também é verdade que os factos nos dizem que não estamos perante uma equação "comum". Basta pensarmos que nenhuma equação conhecida utiliza hieróglifos. Portanto, é possível que, quando criou a sua equação, Valenzetti se tenha baseado não apenas em factores científicos, mas também no estudo de cultos e civilizações antigas. Esta incursão do matemático pelo mundo do oculto poderá não ter sido do agrado do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que, como sabemos, decidiu não dar grande importância à equação que requisitou.

    Todos os sobreviventes do voo 815 já conviveram de alguma forma com estes valores, mesmo antes de entrarem no avião da Oceanic Airlines. Mais, os Números surgem em momentos chave da vida das personagens, como na lotaria de Hurley, a recompensa por Kate, o cofre de Locke, o número do voo, a escotilha, etc. Estas estranhas "coincidências" introduzem um factor "Destino" na história, isto é, ficamos com a ideia de que aquele grupo de pessoas específico sempre esteve destinado a encontrar aqueles Números e a Ilha. Tal como a equação Valenzetti parece estar destinada a devolver sempre os mesmos valores, "funcione" ou não correctamente. Tal como a humanidade pode estar destinada à extinção, faça as modificações ambientais e humanas que fizer.

    Podemos, como sugeriu o nosso comentador Janus, considerar que a inserção dos Números na vida dos losties foi feita pela Hanso Foundation e seus associados, como uma espécie de encenação da vida "pré-ilha", de forma a permitir a familiarização com aqueles factores. Tal como diz o Janus: "Se toda a trama se resume aos números e se, durante toda a sua vida, os números, mesmo que inconscientemente, estiverem no "fundo" da cabeça deles, seria uma espécie de conhecimento avançado das premissas."
    O argumento que podemos apresentar contra esta teoria é o facto de não ser ainda óbvio qual a função, se é que existe, que os losties devem desempenhar na Ilha. No caso de Desmond, podemos pensar que o pai de Penelope, Charles Widmore, poderia ter interesse em levá-lo para a Ilha, de modo a o afastar definitivamente da filha. Os sobreviventes do voo 815 poderão ter alguma relação com as experiências da Dharma, mas até agora nada sabemos relativamente a esse aspecto.

    Podemos também, como tantas vezes nos sugerem os sonhos e visões das personagens, pensar no Destino como o verdadeiro responsável. O mesmo Destino que lhes fornece constantemente sonhos e visões que os levam a realizar descobertas fantásticas na Ilha. O mesmo Destino que poderá ter levado Magnus Hanso e o Black Rock à Ilha, tal como Rousseau, Desmond, a civilização que criou a estátua, e a própria Dharma Initiative. Resta saber quais as intenções dessa entidade.

    A segunda temporada parece definir claramente um confronto entre os losties e a Dharma Initiative. O próprio Locke, depois do entusiasmo inicial, perdeu a fé na escotilha. Será o confronto com a Dharma, com os Outros, a razão que levou os losties à ilha? Serão eles a "cura da Ilha", fustigada pelas experiências realizadas durante mais de 30 anos, ou a doença?

    Novamente, uma teoria do Janus pretende responder a esta questão. Segundo ele, os losties são "a doença da Ilha", da mesma forma que o ser humano é "a doença do mundo exterior". Os DeGroots e Hanso conceberam um local perfeito, totalmente controlado e protegido de influências exteriores. Em 2004, o voo 815 despenha-se na Ilha e os 50 sobreviventes iniciam uma nova civilização. Apesar de terem a hipótese de não incorrerem nos mesmos erros civilizacionais que o mundo exterior, eles vão fazê-lo de qualquer forma, pois faz parte da natureza humana. As experiências na Ilha, levadas a cabo pelos Outros, teriam assim como objectivo descobrir o que leva a humanidade ao caos e, deste modo, eliminar as falhas humanas e alterar os valores da equação Valenzetti. É por esta razão que os Outros se vêem como "boas pessoas" e raptam os losties: para os estudar e tentar "convertê-los". Isto porque, apesar de inconscientemente, os losties são a desgraça da Ilha. Esta teoria ganha ainda mais força se pensarmos nos outros grupos que existiram na Ilha: o desespero de Desmond fez com que matasse Kelvin; Rousseau matou toda a sua equipa, porque pensava que todos estavam infectados com uma doença. De facto, parece ser assim que o ser humano funciona: em direcção ao caos.

    Para terminar, apresentamos uma teoria alternativa sobre o resultado das experiências da Dharma Initiative. É possível que, ao contrário do que diz Mittelwerk, a Dharma tenha sido bem sucedida nas suas experiências, mas apenas no ambiente controlado da Ilha, isto é, no "globo de neve" que Desmond refere.
    Tal explicava, por exemplo, como é que nenhum dos losties ficou doente, como aconteceu com a equipa de Rousseau, e mesmo como a Ilha curou alguns deles. Se as experiências da Dharma tiverem sido bem sucedidas e os factores nucleares da equação tiverem sido alterados, a Ilha pode ter adquirido propriedades curativas, derivadas da sua energia electromagnética. Para testar estas alterações de uma forma mais concreta, do que apenas no simulador da escotilha, a Dharma pode ter lançado, nos anos 80, um vírus poderoso na Ilha. Caso o teste fosse bem sucedido, ou seja, caso os habitantes da Ilha fossem imunes ao vírus, confirmava-se que os factores tinham sido alterados com sucesso. Naturalmente, terá sido elaborada uma vacina, para o caso de a experiência correr mal. A equipa de Rousseau pode ter sido inadvertidamente infectada pelo vírus, o que demonstra que as propriedades curativas da Ilha estavam ainda muito longe da perfeição.
    A grande preocupação da Dharma, após essa experiência, seria transportar os poderes curativos da Ilha para o mundo exterior. Possivelmente, na tentativa de o fazer, terá ocorrido o incidente. Quanto questionado por Desmond sobre o incidente, Kelvin falou numa "fuga" e todos pensámos que estaria relacionada com a libertação de energia electromagnética. Contudo, também podemos pensar em "fuga de informação". Desde o primeiro instante, o secretismo foi uma das grandes preocupações do projecto. Ao tentar trazer para o exterior os poderes curativos da Ilha, esse secretismo pode ter sido quebrado e todo o projecto foi posto em causa. Possivelmente, as primeiras experiências no exterior tiveram resultados desastrosos, o que levou Mittelwerk a optar pelo cancelamento do projecto. Os Outros continuaram na Ilha, até hoje, tentando perceber de que forma poderão extender os resultados obtidos a uma escala global.


    Quarta fase da Lost Experience?

    Concluido o vídeo do Sri Lanka, estamos novamente sem saber ao certo em que fase está a Lost Experience. Os únicos sites activos neste momento são o whereisalvar e o apollocandy. Rachel prometeu mais uma grande revelação no whereisalvar e, julgando pelo nome do site, poderemos pensar que será a localização de Alvar Hanso.

    Entretanto, têm surgido algumas mensagens encriptadas nos sites oficiais da Lost Experience. Estas mensagens estão a ser trocadas entre Rachel e Malik, o homem que a ajudou em Paris. Nas quatro mensagens reveladas até agora, Rachel diz a Malik que foi ajudada no Sri Lanka por de Zylva, um velho conhecido de Malik. Depois, Malik pede-lhe que vá ter com ele à Noruega, mas Rachel, de forma a ter a certeza de que está a falar com a pessoa certa, exige que o homem lhe diga algo que só ele pode saber.
    Malik responde que, enquanto fugiam pelas escadas em Paris, Rachel desligou o microfone quando ele diz "Porque ele quer que eu te ajude, e eu não ia questionar um homem que lançou o programa Mental Health Appeal... para salvar alguém que ama."
    Infelizmente, o site da Hanso Foundation não identificava o autor do programa. Muito se tem especulado que será Alvar Hanso o protector de Rachel e que existe uma ligação familiar entre ambos. A pessoa que Alvar tentou salvar pode ter sido a mãe de Rachel, mas, devido a uma intervenção de Mittelwerk, algo pode ter corrido mal e provocado a morte da mulher. Certamente explicaria muita coisa...

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    domingo, setembro 10, 2006

    O Significado dos Números

    O vídeo do Sri Lanka está finalmente completo e a prometida revelação do significado dos Números confirmou-se, mas talvez não da forma que esperávamos. Antes de analisarmos em detalhe o vídeo do Sri Lanka, vamos fazer um pequeno resumo das questões mais relevantes que surgiram com as investigações de Rachel.

    Em conversa com Armand Zander, director do Instituto Vik, Rachel toma conhecimento da existência da equação Valenzetti e dos Hieróglifos. Segundo Zander, na cave do Instituto Vik, doentes autistas com síndrome de Savant (designados por "savants") executavam a equação repetidamente. Qual seria o objectivo desta experiência?

    Entretanto, Rachel descobre que a Hanso Foundation encomendou um navio "especial" às Indústrias Paik. No apartamento de Hugh McIntyre e Darla Taft, Rachel descobre que o navio, de nome Helgus Antonius, é um navio hospital com vários contentores marcados com "QUARENTENA". Qual seria a função destes contentores e porque necessitaria a Hanso de um navio hospital?

    O navio dirigia-se para o Sri Lanka, onde, segundo Darla, a Hanso praticava actividades ilícitas. No post anterior, mencionámos uma "vacina" que Mittelwerk refere no vídeo do Sri Lanka, aparentemente um embuste para a realização de testes com um vírus produzido pela Hanso. Este vírus está a ser utilizado em populações do Sri Lanka e pode estar relacionado com o preparado desenvolvido pelo Dr Hackett.
    As poucas informações que conhecemos sobre Hackett foram-nos dadas por Mel0Drama e, como o utilizador ? indicou nos comentários, existe um vídeo de Mel0Drama no Youtube que poderá conter mais informações úteis:





    A tradução do que Mel0Drama diz em linguagem gestual será algo do género:

    "Eu sou o Mel, amigo de Rachel. Mittelwerk enganou a Apollo Candy para obter os seus químicos e realizar testes em [desconhecido]. Hackett descobriu algo importante mas Mittelwerk não o deixa [ficou irritado], porque não quer competição. Existiu um grande conflito e Hackett desapareceu com Sprite. Hackett descobriu algo que pode usar. Eu preciso de [avisar/salvar/ajudar] as pessoas."

    Este vídeo confirma que Hackett não colabora com a Hanso Foundation, mas que Mittelwerk terá conseguido obter o preparado e o estará a utilizar na sua "vacina". Curiosa é a possível relação entre a vacina de Mittelwerk e a vacina encontrada por Charlie na escoltilha, como refere o nosso comentador Bogus:

    "Quando li um dos comentários do Keast sobre as vacinas, pensei que até faz sentido as vacinas serem usadas para limparem os pecados da humanidade, independentemente de terem um efeito temporário ou não. Ao serem vacinados, o Charlie deixou de consumir e o Aaron ficou livre de pecados. Para quem viu ou reviu o episódio de ontem "Fire + Water", centrado no Charlie, eu compararia a vacina ao baptismo, segundo as palavras do Mr. Eko. Pecados, como tudo o que impede a existência de uma utopia."

    Este comentário vem no seguimento da ideia que tinhamos deixado no último post, de que a Hanso poderá estar a tentar moldar a humanidade à sua imagem. Contudo, nos últimos fragmentos, Mittelwerk fala em "mortes", pelo que a natureza das experiências poderá ser um pouco diferente. Passemos então, sem mais demoras, à versão final do vídeo do Sri Lanka (legendado):


    Como podemos ver no vídeo, os Números são os valores numéricos dos factores humanos e ambientais nucleares na equação Valenzetti. Esta explicação não é de todo surpreendente e já vinha sendo sugerida há algumas semanas. A equação Valenzetti, como equação estatística que é, necessita de factores para calcular aquilo que pretende prever, isto é, o número de anos e meses até à extinção da humanidade. Estes factores definem, de alguma forma, a evolução e estado actual da humanidade, podendo ser de dois tipos: ambientais e humanos. Provavelmente, dada a complexidade associada ao estudo da evolução da humanidade, estes factores existirão em grande número na equação, mas apenas seis são considerados nucleares. Através dos seus cálculos, Valenzetti determinou o valor de cada um destes factores, obtendo assim uma representação do estado actual da humanidade, isto é, "4, 8, 15, 16, 23 e 42". Não sabemos quais são estes factores, nem tão pouco como distinguir entre os dois tipos, humanos e ambientais, e é notório que as explicações dadas no filme de Orientação de 1975 são intencionalmente vagas. Contudo, uma reflexão mais cuidada sobre este filme pode-nos ajudar a compreender vários aspectos da mitologia da série.

    Começemos pelo facto de os Números surgirem com muita frequência na vida de todas as personagens da série, como foi o caso das camisolas no aeroporto de Sidney e das viaturas da polícia de Los Angeles:


    Este aspecto poderá ser facilmente explicado se pensarmos que os Números representam o estado actual da humanidade, sendo natural que surjam nos mais variadíssimos locais e que sejam recorrentes na história da civilização humana. Mais, sendo os Números a representação dos factores que determinam a extinção da humanidade, a eles estão associados todos "os males do Mundo", o que faz com que a sua utilização seja perigosa e esteja sempre associada a acontecimentos negativos (o azar de Hurley, a desgraça de Sam Tooney, etc). Os Números parecem ter também uma espécie de "poder", que nem a Hanso nem Valenzetti compreendem na totalidade.

    Mas quais serão os factores que os Números representam? Curiosamente, Hanso menciona seis "vias" que poderão levar à extinção da humanidade: fogo nuclear, armamento químico e biológico, armamento convencional, pandemia, excesso de população e fome. Estes poderão ser os factores nucleares na equação, mas também podemos pensar nas áreas de investigação da Dharma: meteorologia, psicologia, parapsicologia, zoologia, electromagnetismo e socialismo utópico. Contudo, parece-nos que estas seis áreas de investigação serão, não os factores, mas sim as possíveis soluções.

    De facto, fica claro neste vídeo o grande objectivo da Dharma Initiative: efectuar modificações no ambiente isolado da Ilha, de modo a conseguir alterar os factores nucleares da equação (o valor dos números) e, consequentemente, salvar a humanidade. Hanso parece insistir que apenas os factores ambientais seriam manipulados no projecto, deixando de fora os factores humanos. Deste modo, é razoável assumir que os factores ambientais envolvem, não só a meteorologia, zoologia e o electromagnetismo, como também aspectos mais sociais, isto é, psicologia, parapsicologia e socialismo utópico. Os factores humanos estarão mais relacionados com alterações genéticas no ser humano e a sua manipulação seria certamente de ética questionável.

    As estações são construídas na Ilha e a cada uma terá ficado associado um factor a alterar. Para assegurar o secretismo e segurança do projecto, os cientistas enviados para a Ilha são impedidos de realizar qualquer comunicação com o exterior. Contudo, a Hanso necessitava de uma forma de medir o sucesso das experiências. Uma forma súbtil de o fazer seria através da transmissão de rádio, que teria sempre o valor actualizado dos factores nucleares da equação. Se um ou mais valores fossem alterados, a transmissão de rádio seria também ela modificada. Como apenas os membros da Dharma conseguiriam compreender esta mensagem (os números podem ser a tal "encriptação" de que Hanso fala), a segurança e secretismo do projecto não seriam comprometidos.

    Para terem a certeza de que um dos factores tinha sido alterado com sucesso, os cientistas necessitavam de uma forma de testar as modificações ambientais. Não tendo à disposição os savants de Mittelwerk, terá sido criado um simulador da equação Valenzetti na escotilha Cisne, um sistema informático complexo ao qual estava ligado um terminal. Neste terminal deveriam ser introduzidos os valores dos factores nucleares da equação. Quando os cientistas conseguissem modificar um destes valores e introduzissem o novo código, o simulador do Cisne iniciaria uma contagem decrescente, estabeleceria todas as condições necessárias e faria uma previsão do que iria acontecer no "mundo real". É ai que entram os hieróglifos. Armand Zander disse que os hieróglifos faziam parte da equação, mas não explicou se se tratavam de variáveis, do resultado da equação, ou de qualquer outra coisa. Seguindo a ideia do simulador, o mais provável é serem o resultado da equação. Por este motivo, um dos resultados possíveis seriam os hieróglifos que já conhecemos, que simbolizam o fim da humanidade, isto é, "MORTE".

    A verdade é que tudo parece indicar que todas as experiências da Dharma falharam e estes factores nunca foram alterados. Mais, a Dharma não só não alcançou os seus objectivos, como também sofreu um "incidente". Não podemos dizer quem ou o quê causou este problema (os suspeitos mais prováveis são "a Ilha", os Outros e Rousseau), mas parece razoável assumir que o incidente está relacionado com uma falha do simulador. Depois desta falha, os membros da Dharma foram obrigados a cobrir uma parte do Cisne com cimento e a estabelecer o protocolo de marcação do código. O simulador terá ficado num ciclo infinito, iniciando repetidamente a simulação e, para evitar a ocorrência de problemas com a energia electromagnética armazenada, torna-se necessário reiniciá-lo a cada 108 minutos.
    Poderemos perguntar porque razão a Dharma Initiative não terá desligado imediatamente o sistema após o incidente. Talvez ainda existisse uma esperança de que os factores fossem alterados e o simulador devolvesse um resultado positivo. Destruir o simulador significaria acabar definitivamente com essa esperança. Assim, Desmond, ao manter o sistema funcional, estava de facto a salvar o Mundo.
    Ao rodar a chave, Desmond desligou para sempre o sistema e a libertação de energia electromagnética foi tão forte, que acabou por ser detectada pelos homens na estação de observação.

    Outro questão interessante é porque razão a Hanso cancelou o projecto. Continuando a admitir que a única forma de comunicação entre a Ilha e o exterior seria através da transmissão de rádio, quando Rousseau altera esta transmissão, os responsáveis pela Hanso terão percebido que algo muito errado se passava. O projecto é cancelado e são contratados militares (Kelvin), que foram enviados para a Ilha com o objectivo de averiguar o estado das experiências.

    Depois de a Dharma ter falhado, Mittelwerk toma o assunto em mãos. Começa por tentar modificações ambientais fora da Ilha, utilizando os savants como simulador da equação, mas falha. Perante a tirania dos Números, Mittelwerk percebe que só lhe resta uma solução: manipular os factores humanos. De alguma forma, consegue obter o preparado de Hackett e introduz o mesmo no vírus. As populações do Sri Lanka são apenas o ponto de partida para espalhar o vírus à escala global. 30% da população mundial não irá conseguir resistir às modificações genéticas. E os corpos dos indíviduos, que sucumbirem no Sri Lanka, serão colocados em Quarentena no Helgus Antonius, de modo a não comprometer o projecto.
    Este poderá ter sido o ponto de clivagem entre Hanso e Mittelwerk: se a ética do primeiro não lhe permitiu manipular esses factores, já o segundo é capaz de o fazer, pois sabe que não lhe resta outra alternativa. Terá sido este conflito de ideologias que levou ao afastamento de Hanso.

    Será que podemos dizer que Mittelwerk é "mau", por ter tomado esta atitude? Mais uma vez, tudo se resume ao conflito entre Ciência e Fé, um tema recorrente na série. Será que devemos escolher a ciência e deixar Mittelwerk matar 30% da população mundial de modo a alterar os valores nucleares da equação Valenzetti e, em teoria, salvar a humanidade? Ou deveremos travar Mittelwerk e ter fé no ser humano, correndo o risco de não conseguirmos salvar o Mundo?
    Se escolhermos a primeira hipótese, nunca teremos a certeza absoluta de que a extinção seria uma realidade. Se escolhermos a segunda hipótese, saberemos se estávamos ou não errados, mas não teremos tempo para viver com o nosso erro.

    No próximo post sobre a Lost Experience, apresentaremos uma teoria alternativa sobre o resultado das experiências da Dharma, onde iremos explicar porque razão a Ilha curou Locke e Rose.
    Gostaríamos ainda de agradecer a todos os comentadores do nosso blog, do blog The Lost Experience Clues e do The Fuselage, pelas excelentes ideias que nos deram e que permitiram formular a teoria que aqui apresentamos.

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    quarta-feira, agosto 30, 2006

    O Cisne e a Pérola

    No episódio All The Best Cowboys Have Daddy Issues Locke atira uma lanterna a Boone, este deixa-a cair no chão e ouvimos um som metálico. Afastando as folhas e a terra que cobria, Locke descobre uma janela metálica. Acabava de ver pela primeira vez uma das entradas do local que iria ocupar a sua mente por muito tempo. Teria ele encontrado o seu destino, a razão pela qual foi “levado” até aquela ilha e passou por um milagre? Ou seria tudo apenas uma mera coincidência?

    A escotilha (hatch), como foi chamada pelos losties, ganha um ar de mistério quando descobrimos através de flashbacks do Hurley que ela tem gravado no exterior os mesmos números que ele considera estarem amaldiçoados. Durante a primeira época, Locke tenta, infrutiferamente, entrar nela. Quando Boone morre como consequência de uma das suas explorações, Locke sente-se derrotado, mas tudo muda quando uma luz no interior da escotilha acende no seu momento mais desesperado. Locke interpreta isto como um sinal e volta a ter forças.

    Com ajuda de Danielle, Locke, e mais alguns losties, que a esta altura já sabem da existência da escotilha, vai buscar dinamite ao navio Black Rock e consegue finalmente, no último episódio da primeira época, abrir a escotilha.

    Com o início da segunda época entramos no interior da escotilha, primeiro Kate, depois Locke e finalmente Jack. Lá eles encontram um espaço escuro, como um bunker, habitado, com comida, luz eléctrica, apetrechos como máquina de lavar e um armário de armas. Encontram também Desmond que os recebe de maneira muito hostil. Quando um computador é atingindo, Desmond fica apavorado e freneticamente tenta conserta-lo, Kate vai pedir a ajuda de Sayid e Jack e Locke ficam com Desmond. É quando ele lhes mostra o vídeo de Orientação.

    No filme descobrimos que a escotilha é designada de Cisne (Swan) e que faz parte de uma Dharma Initiave. Narrado por um Dr. Marvin Candle, o filme explica como a Iniative foi fundada pelos DeGroots e os aspectos de pesquisa da mesma, meteorologia, psicologia, parapsicologia, zoologia, electromagnetismo e utopia social. Refere também que tudo é financiado por Alvar Hanso através da Hanso Foundation. Passa depois a explicar os detalhes técnico a ter na Cisne e refere que como resultado de um “incidente” os ocupantes da escotilha tiveram que passar a introduzir um código de 108 em 108 minutos. Dr. Marvin refere que este trabalho é de importância crucial. Mais tarde descobrimos também que Dr. Marvin pede que o computador não seja usado para mais nada além da inserção do código, o seu uso indevido poderá levar a outro incidente.



    Desmond foge antes do computador ser consertado e desaparece na ilha, Sayid é bem sucedido no conserto e Locke fica com a certeza que tudo o que passou na vida foi para chegar até ali, até aquela escotilha. Pelo contrário Jack não acredita em nada daquilo e afirma que se deve tratar de algum tipo de experiência psicológica, para testar quanto tempo alguém ficaria ali a carregar numa tecla.

    Locke assume o controlo da escotilha e cria uma rotina de turnos para a inserção do código, a escotilha passa a fazer parte da rotina diária do Losties sem que eles façam muitas questões sobre o ela que é e para que serve.

    No episódio Lockdown, a escotilha, como dizia na descrição do episódio, parece ganhar vida própria. Ouve-se uma contagem decrescente e ao final desta as portas de segurança descem fechando Locke fora da sala do computador. Locke, que fica preso debaixo duma delas, é obrigado a pedir ajuda a Henry, que tinha sido feito prisioneiro. Ele sobe pela conduta de ar e vai até ao computador inserir o código. Momentos depois Locke vê por uns segundos um mapa desenhado numa das portas. Passado alguns segundos as portas de segurança abrem.

    A fé de Locke na escotilha começa a abalar quando Henry lhe diz que não fez nada quando foi até ao computador. Não inseriu o código e mesmo assim o temporizador voltou aos 108 minutos, Locke diz que não acredita mas fica visivelmente perturbado. Quando tenta recriar o mapa que viu nas portas sem sucesso Locke tem um acesso de desespero.

    Noutro ponto da ilha, Eko sonha com o irmão Yemi. Este, assim como Ana que tinha acabado de ser morta por Michael, diz-lhe que ele tem de ajudar Locke porque este está a perder o rumo. Ele tem de ajudar Locke a encontrar o Ponto de Interrogação. Eko vai atrás de Locke e depara-se com a tragédia que tinha acabado de acontecer na escotilha. Com a desculpa de ir atrás de Henry pede a ajuda de Locke e os dois saem da escotilha.
    Lá fora, Eko pede a Locke que o leve até ao Ponto de Interrogação, este embora inicialmente hesitante acede e os dois tentam seguir o rascunho do mapa que Locke desenhou.

    Acabam por encontrar o avião onde Boone tinha caído e onde Eko encontrou o corpo do irmão. Depois de outro sonho, encontram debaixo do avião outra escotilha. Visivelmente excitados Locke e Eko entram na escotilha, lá deparam-se com uma sala com nove televisores, duas cadeiras, vários cadernos e outro computador. Locke liga os televisores mas apenas um dá imagem e tratam-se de imagens ao vivo do Cisne. Eko encontra outra cassete de orientação e coloca para visionarem.



    O vídeo fala dos trabalhos a serem efectuados na Pérola (nome da escotilha) e é apresentado aparentemente pelo mesmo homem mas que aqui apresenta-se como Dr. Mark Wickmund. Refere que as outras escotilhas têm câmeras escondidas e que por três semanas é o dever deles observar e registar todos os movimentos dos seus ocupantes. Os seus registos deverão depois ser enviados por um tubo pneumático directamente para “eles”. Diz que os outros ocupantes não sabem que estão a ser observados ou que estão numa experiência psicológica e que pensam que o seu trabalho é crucial.

    No final deste vídeo Locke está convencido que Jack tinha razão e que tudo o que ele fez na escotilha não teve importância alguma, era “tão insignificante como o resto da minha vida”. Eko pelo contrário está ainda mais convencido da sua importância e diz que assumirá o papel de introduzir o código.

    No último episódio da segunda época assistimos a regresso de Desmond, Eko assumiu realmente o papel de Locke e este quer de uma vez por todas descobrir a verdade sobre a tecla.

    Com o regresso de Desmond descobrimos mais alguns detalhes da história da escotilha, ele foi levado para lá por Kelvin Inman (o mesmo homem que vimos com Sayid no Iraque) que o tornou no parceiro dele em todos os procedimentos na escotilha. O antigo parceiro de Kelvin, Radzinsky foi quem iniciou o desenho do mapa nas portas de segurança, o qual Kelvin continuou depois da morte deste. Kelvin explica a Desmond, numa noite em que se embebedou, que eles precisam de carregar a tecla a cada 108 minutos para que a carga electromagnética acumulada possa ser descarregada em segurança e que a escotilha tem um mecanismo de segurança contra falhas de sistema, o qual se fosse activado faria “tudo desaparecer”.

    Em conjunto com Desmond, Locke consegue afastar Eko do computador e impedi-lo de entrar na sala (activando as portas de segurança). Locke convenceu Desmond a não carregar na tecla para poderem descobrir o que acontece. Enquanto esperam Locke e Desmond conversam e este pede a Locke que lhe fale mais da Pérola. A partir do que ele diz, Desmond acha que Locke percebeu tudo ao contrario e que quem estava a ser sujeito a uma experiência psicológica eram os membros da Pérola e não os do Cisne. Esta hipótese levantada por Desmond ganha ainda mais evidencia quando vemos que noutro ponto da ilha um grupo de losties encontra os cadernos de registos da Pérola num local afastado e completamente abandonados, dando a entender que o que estava escrito neles afinal não tinha qualquer interesse.

    Desmond pede a Locke para ver os papeis que imprimiu na Pérola e apercebe-se que a data em que o avião 815 Oceanic coincide com o dia em que ele foi atrás de Kelvin, acabando por mata-lo acidentalmente, e que se atrasou a inserir o código. Quando chegou, o computador estava a registrar falha do sistema e a escotilha em processo de destruição, Desmond chega então à conclusão que foi ele quem causou o despenhamento do avião ao não activar a tempo a descarga segura de electromagnetismo.

    Desmond está agora convencido da validade da tecla e quer introduzir o código mas Locke continua a não acreditar e para impedi-lo destrói o computador. Desmond fica desesperado e vê a única solução na activação do mecanismo de segurança. O temporizador chega a zero e depois de todos os hieróglifos aparecerem uma voz nos altifalantes avisa “falha de sistema” e o mesmo aparece registado no computador. Um campo de electromagnetismo é activado e todos os matérias metálicos atraídos para a parede de cimento. Locke apercebe-se que estava errado e fica paralisado a olhar para Eko, que entretanto tinha entrado na escotilha. Desmond, por sua vez, rasteja até ao mecanismo e activa-o.



    O destino da escotilha Cisne depois da activação do mecanismo de segurança é desconhecido embora se acredite que ela tenha sido destruída.

    No final desta época chegamos à conclusão que a inserção do código no computador tinha realmente uma finalidade verdadeira e não se tratava de uma experiência psicológica como pensava Jack e Locke passou a acreditar. O propósito da inserção do código parece ser a descrita por Kelvin, descarregar com segurança a acumulação do electromagnetismo. Este electromagnetismo poderá servir vários propósitos como já foi descrito no post A Descarga Electromagnética.

    Será que alguma das escotilhas esteve sujeita a uma experiência psicológica? Se sim, tudo leva a crer que terá sido a Pérola. Os cadernos de registos abandonados e a verificação que a inserção da tecla era importante evidenciam esta hipótese levantada por Desmond. No entanto, esta experiência podia já não estar a acontecer e a escotilha a ser usada para vigilância dos sobreviventes.
    Num podcast, um dos produtores da série afirmou que momentos antes da entrada de Eko e Locke estava alguém, que não eles, no interior. Poderia ser um membro dos Outros, o que explicaria como Mr. Friendly (Tom) sabia que os sobreviventes estavam na escotilha quando os confrontou no episódio “The Hunting Party” e também tornaria plausível a armadilha que eles montaram a Michael. Através das câmaras eles sabiam quando ele estava sozinho no computador e comunicavam com ele.

    Os vídeos de orientação de ambas as escotilhas estão datados de 1980 mas o vídeo da Pérola parece ser mais novo que o do Cisne, pelo facto de o primeiro se encontrar em vídeo cassete. No entanto, pode ser que devido ao electromagnetismo presente no Cisne o uso de uma cassete para a orientação não fosse possível.
    Aparentemente temos o mesmo homem a apresentar os vídeos, no entanto ele parece consideravelmente mais novo na orientação da Pérola, além do facto de possuir um braço protésico num dos vídeos e no outro não.
    Se observamos com detalhe o vídeo de orientação da Pérola, verificamos que num dos televisores atrás do Dr. Mark Wickmund estão a ser transmitidas imagens do Cisne, vemos duas pessoas e os sistemas de gravação em bobina, no entanto o banco de computador luminoso que está actualmente no Cisne ainda não aparece nesta imagem. Isto sugere que ele terá sido adicionado depois do “incidente” e que o vídeo de Orientação do Cisne é posterior ao da Pérola.



    Na LOST Experiência surgiu um vídeo que parece mostrar a construção das escotilhas, acredita-se que esta possa ter estado a cargo da Widmore Constructions, empresa do pai da Penny.

    A vivência no Cisne parece ter acabado, embora as perguntas continuem, mas as escotilhas já descobertas e ainda por descobrir podem trazer muitas respostas, assim como um leque de novas perguntas.

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    sábado, agosto 26, 2006

    O vídeo do Sri Lanka

    O Filme de Orientação de 1975

    Nas últimas semanas, foram publicados alguns fragmentos muito interessantes para o site Hanso Exposed, que merecem uma análise mais cuidada (como sempre, poderão acompanhar o lançamentos dos fragmentos através deste tópico do fórum). A prometida revelação do significado dos números ainda não foi feita, mas começamos a perceber que o vídeo, gravado por Rachel Blake no Sri Lanka, poderá dar-nos muito mais informação do que inicialmente esperávamos.

    No último post que dedicámos ao Hanso Exposed, mencionámos uma das grandes questões sugeridas pelos primeiros fragmentos: se o orador do filme de Orientação da Dharma Initiative de 1975 era ou não Alvar Hanso. Um fragmento posterior acabou por confirmar que se trata de facto de Hanso. Apesar de esclarecido este aspecto, continuam por explicar as grandes diferenças entre o “Alvar Hanso do filme de Orientação da escotilha Cisne” e o “Alvar Hanso de 1975”:




    É nítido que o homem que surge no filme do Cisne é bem mais velho do que o outro e, mesmo tendo em conta que os dois filmes terão sido produzidos com cinco anos de diferença, Alvar não poderia ter envelhecido tanto nesse período. Além disso, o vídeo de 1975 parece ser uma espécie de preparação para aquilo que os escolhidos pela Dharma iriam encontrar na Ilha, pelo que não faria muito sentido mostrar uma imagem diferente de Hanso no filme do Cisne. No entanto, o homem de 1975 aparenta não ter mais de 50 anos, o que o colocaria na Segunda Guerra Mundial (onde iniciou a sua actividade como fornecedor de armas) com apenas 20 anos. Posto isto, parece evidente que um dos filmes “está a mentir”. Deveremos confiar no filme de 1975, apresentado por Mittlewerk (cujas intenções pensamos serem perversas), ou no filme do Cisne, que sabemos ter sido editado diversas vezes?
    A questão das datas dos filmes de Orientação tem sido alvo de imensa discussão e a questão complica-se ainda mais se introduzirmos na análise o filme encontrado na escotilha Pérola. Neste filme, vemos um Dr. Marvin Candle/Wickman, aparentemente mais novo do que o do filme do Cisne, e sem o braço prostético. Uma hipótese que tem sido sugerida ultimamente é a de o filme do Cisne ter duas versões, uma criada em 1980 e outra mais recente. Um aspecto que favorece esta teoria é o facto de o Dr. Marvin Candle referir que, inicialmente, a escotilha Cisne foi concebida com o objectivo de estudar as propriedades magnéticas da Ilha, tendo agora outras funções. Além disso, há uma referência para um “incidente”, que terá ocorrido após a gravação da primeira versão do filme.

    Outro dos aspectos abordados por Hanso é a construção das escotilhas e o envio de mantimentos para a Ilha:




    A promessa que Alvar faz relativamente ao envio de mantimentos, a de estes serem enviados eternamente, parece estar a ser cumprida: apesar de a Dharma Initiative ter sido cancelada em 1987, em 2004 continuam a ser lançados novos mantimentos para a Ilha. Relativamente a este aspecto, podemos pensar em pelo menos duas explicações possíveis. Por um lado, a Hanso Foundation poderá ter realizado um contrato "eterno" e altamente secreto com a empresa responsável por abastecer a Ilha (ex: a Widmore Corporation), não tendo informado a mesma do cancelamento do projecto. Por outro lado, a Ilha poderá continuar a ser abastecida devido ao reatar da Dharma Initiative.
    A questão que Charlie levanta, no excerto do episódio "Dave" que aqui apresentamos, é também ela bastante interessante: porque é que ninguém ouviu e/ou viu uma aeronave a sobrevoar a Ilha? A hipótese mais provável é a das aeronaves em questão possuirem capacidades de camuflagem a baixa altitude. No entanto, e numa fase mais inicial do projecto, poderia ser o "lockdown" da escotilha a impedir a visualização das aeronaves com mantimentos.

    Alvar Hanso menciona ainda a existência de uma estação de rádio na Ilha, a qual emite numa frequência e encriptação conhecida apenas pelos membros da Dharma:




    Na série, várias referências foram feitas a esta estação. Originalmente, a emissão da estação seria uma repetição contínua dos números, sendo depois substituída pela mensagem de socorro de Rousseau. Atendendo ao que diz Alvar Hanso, é difícil explicar o motivo pelo qual a estação estaria a emitir os números, o que pode indicar que esse não seria o seu propósito inicial. As palavras de Alvar sugerem que a emissão de rádio apenas poderia ser detectada (a sua frequência) e decifrada (a sua encriptação) pelos membros da Dharma. Possivelmente, esta seria uma forma de auxiliar na localização da Ilha. Contudo, não foi uma emissão "encriptada" que Rousseau, Sam Tooney (marido da mulher com quem Hurley conversa no vídeo) e Leonard Simms (companheiro de Hurley na instituição psiquiátrica), detectaram em 1988. Portanto, alguém terá substituído a emissão original da estação pelos números, possivelmente com o objectivo de atrair pessoas para a Ilha.
    Curiosamente, Rousseau menciona que a estação é controlada pelos Outros. No entanto, se tal for verdade, porque razão os Outros não desactivam a mensagem de Rousseau?


    Apollo Candy e Where is Alvar

    Há duas semanas atrás, surgiu um novo site na Lost Experience, desta vez dedicado às barras de chocolate Apollo Candy. Na série, tivemos apenas uma pequena referência a estes chocolates, quando Kate descobre uma barra nos mantimentos da escotilha Cisne.
    O site contém, essencialmente, informação sobre a empresa e a sua história, destacando-se o facto de esta ser subsidiada pela Hanso Foundation. De facto, foi a Hanso que salvou a empresa da falência, em 1970 (curiosamente, na mesma altura em que a Dharma Initiative foi criada). Nos últimos dias, o site foi actualizado com a notícia da distribuição gratuita de barras de chocolate Apollo, em diversos locais situados nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Ásia.
    A distribuição já começou e as primeiras barras de chocolate revelaram mais um site criado por Rachel Blake, Where is Alvar. O funcionamento do site é semelhante ao do Hanso Exposed, podendo os utilizadores utilizar os dados de login fornecidos no primeiro site. Desta vez, a ideia de Rachel parece ser a de os utilizadores publicarem no site fotos suas com as barras de chocolate Apollo que receberam, de modo a mostrar à Hanso Foundation "o exército que se uniu para combater os seus crimes". Apesar de a informação sobre a distribuição das barras se limitar aos três países e continente referidos, já foram publicadas imagens originárias de outros países, pelo que não é de excluir a hipótese de Portugal vir a receber alguns chocolates Apollo.



    A "vacina" de Mittelwerk

    Não poderíamos terminar este post sem fazer referência à parte do vídeo do Sri Lanka que não pertence ao filme de Orientação de 1975.
    Após mostrar o filme de Orientação a uma pequena plateia, Mittelwerk começa por referir que "a Dharma Iniative falhou", mas não indica os motivos para esse falhanço. Possivelmente, os Outros terão uma palavra a dizer sobre este assunto na terceira temporada.
    Em seguida, Mittelwerk refere que são necessárias "medidas radicais" e que duas vilas, cuja localização desconhecemos, permitiram que a Hanso testasse a "vacina" nos seus habitantes. Ainda segundo o director da Hanso, estas pessoas julgam estar infectadas por um vírus proveniente de primatas do género Macaca. Portanto, quando os colaboradores da Hanso que assistem ao vídeo entrarem em contacto com estas populações, "terão de manter a história".
    Mittelwerk refere ainda a importância de garantir que estão a ser "atingidos alvos genéticos precisos" que foram "introduzidos no vírus". Questionado sobre a ética de tal experiência, o director da Hanso responde desta forma: "Se você soubesse, com certeza matemática, que poderia acabar com a fome, guerra e pobreza, o que faria?":




    Qual será a natureza desta experiência e de que forma se relaciona com o filme de Orientação? Acima de tudo, como poderá uma "vacina" terminar de forma inequívoca com a fome, guerra e pobreza?

    Alguns dias depois de surgir o site Apollo Candy, foi descoberta uma mensagem confidencial enviada por alguém do Centro de Desenvolvimento em Engenharia a um Dr. Hackett, que trabalha(va) para a Apollo Candy (como se deverão lembrar, o Dr. Hackett foi mencionado por Mel0drama, uma das personagens misteriosas que ajudou Rachel Blake nas suas investigações):

    Para: Dr. Hackett
    Apollo Candy

    De: G. Downs
    Centro de Desenvolvimento em Engenharia
    Atlanta, GA

    Data: 21 de Julho de 2004

    RE: Análise do teste

    Dr. Hackett,

    A investigação inicial mostra que o lançamento do composto psicotrópico foi um sucesso. O ácido e aromatizantes da bebida disfarçam o sabor. Serão necessários mais testes para espalhar o vírus de forma óptima. Os meus superiores estão ansiosos para que se junte à nossa causa, assim que resolver a sua situação actual.

    G.


    Voltando à vacina de Mittelwerk, pensa-se que a Hanso terá lançado algum tipo de vírus nestas populações, oferecendo-lhes depois a suposta cura. Não se sabe ao certo qual a relação (se é que existe) entre o vírus do Dr. Hackett e o da Hanso, mas parece existir alguma ligação. O Dr. Hackett poderá ter estado a trabalhar na bebida desde 2004 e, posteriormente, entregue o preparado à Hanso. Tal como diz a mensagem, a bebida contém substâncias psicotrópicas, as quais são capazes de produzir alterações no comportamento, percepção, consciência e disposição. Uma boa forma de "espalhar o vírus de forma óptima" seria através da nanotecnologia, que se pensa ser utilizada em vários projectos da Hanso.
    Portanto, depois da Dharma Initiative ter falhado, Mittelwerk decidiu encontrar outra forma de "salvar a humanidade", e poderá ter chegado à conclusão de que a única forma de o conseguir seria através de uma alteração forçada do comportamento humano (através dos psicotrópicos), e, possivelmente, através de alterações genéticas. As intenções de Hanso e da Dharma poderiam ser as melhores, mas o ser humano provavelmente não estaria (está) preparado para a sociedade idealizada pelos DeGroots. Como tal, Mittelwerk terá iniciado testes em populações relativamente isoladas do Sri Lanka, testes esses que foram descobertos por Hugh McIntyre e Darla Taft. A Hanso Foundation estaria, assim, a tentar "moldar a humanidade à sua imagem"...

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    sexta-feira, agosto 04, 2006

    Pala Ferry



    O Pala Ferry trata-se de um sistema de transporte por balsa (ferryboat) que foi referido no Vídeo de Orientação da Pérola (Pearl), neste Dr. Mark Wickmund afirma “… no final do vosso turno de oito horas sigam para o Ferry Pala que vos levará de regresso para as barracas…”. Sabemos que na costa norte da ilha existe um quebra-mar e um cais que contem um abrigo coberto com as palavras “Pala Ferry” a identificá-lo. Presumivelmente este será o local para o qual a equipa teria de viajar de modo a poderem embarcar no ferry. Vimos no último episódio desta época que os Outros usavam este cais como local de embarcadouro do seu barco. Se este barco se tratava ou não do ferry mencionado permanece para ser descoberto.

    Como não sabemos a localização exacta da ilha, ou o que a rodeia no oceano, o Pala Ferry pode na realidade tratar-se de um transporte para uma outra ilha nas redondezas, talvez a base de operações da DHARMA. Esta ilha, a existir, pode até chamar-se Pala, dando assim o nome ao Ferry.

    Por outro lado, o tamanho do cais sugere que o barco que Michael usou não se trata do ferry usado para o sistema de transporte. O cais sugere um barco maior ou até mesmo algo que não um barco, como um submarino, encaixando este na teoria que existe uma escotilha subterrânea.

    Surge também a hipótese de como aconteceu com o acampamento dos Outros e com as roupas, este cais tratar-se de um embuste elaborado para enganar os sobreviventes.

    Possíveis Ligações

    Dharmapala trata-se, no Budismo, de um tipo de representação de seres demoníacos adornados com crânio humanos. Embora estas imagens, espectaculares e horríveis ao mesmo tempo, parecem contraditórias aos ideais do Budismo, não se tratam de personificações do mal ou de forças demoníacas. Antes, elas simbolizam a actividade dinâmica de um ser iluminado, gerado para domar impulsos negativos ou preocupantes para a mente humana. Além de destruir as paixões da mente, o propósito destes seres é também a protecção dos fiéis. Estes seres, que simbolizam o esforço tremendo necessário para extinguir o mal, executam essencialmente essa função.

    Noutro contexto, no livro “Ilha” de Aldous Huxley, Pala trata-se de uma ilha utópica. Citando a Wikipedia:

    A “Ilha” explora muito dos temas e ideias que tem interessado Huxley no Pós Segunda Guerra Mundial, e que foram assunto de muitos dos seus ensaios não ficcionais, incluindo Brave New World Revisited e Tomorrow and Tomorrow and Tomorrow. Alguns destes temas incluem densidade populacional, ecologia, modernidade, democracia, misticismo e inspiração divina.
    Neste livro, a cultura de Pala é descendente de um médico escocês secular humanista, que naufragou na ilha no século dezanove. Este associa-se com o Rajá de Pala, que incorpora a tradição Budista Mahayana da ilha, para criar um sociedade que, na visão de Huxley, une o melhor do Este e Oeste. A investigação filosófica The Old Raja's Notes, é um livro dentro do livro que explica as bases filosóficas do Pala.

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    sábado, junho 24, 2006

    Teorias gerais do mapa

    Aqui estão algumas das teorias mais generalizadas relacionadas com o mapa.



    O mapa revela a possibilidade de existirem mais escotilhas além daquelas directamente mencionadas, como Flame e Pearl. A frase “Terreno montanhoso muito provavelmente usado por DIHG para pesquisa meteorológica” leva muita gente a sugerir a existência de uma escotilha de nome “The Crater”. Este nome surge devido à existência no mapa de Rousseau de um indicação para “Le Cratere”, francês para “The Crater”. A frase “interfere com tempo? Pesquisa? Project?” em conjunto com o facto de Hanso Foundation ter uma Mathematical Forecasting Initiave sugere a existência de uma escotilha dedicada a estes estudos.

    No mapa vemos oito cruzes. Estas podem estar a indicar passagens bloqueadas que levavam até ao “?” no centro do mapa, e que protegem o exterior do que está lá. Já vimos uma passagem bloqueado por cimento na escotilha Swan (Cisne).

    O extensivo uso de Latim no mapa pode ser uma maneira de limitar o entendimento deste a um grupo de pessoas com mais formação.

    Henry desligou as luzes e mostrou o mapa a Locke quando estava na sala do computador, a razão pelo qual o terá feito seria, no entanto, desconhecida.

    Exceptuando por detalhes como o “?” no centro e as indicação das outras escotilhas o resto do mapa é irrelevante.

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    quarta-feira, junho 21, 2006

    Anotações em Latim

    Como já foi referido anteriormente existem várias anotações do mapa descoberto na escotilha. Estas anotações podem ser agrupadas em três categorias gerais, comentários em latim, comentários em inglês e equações matemáticas.

    Falarei primeiro nas anotações em latim.

    Aegrescit medendoPode ser traduzido para “A doença piora com o tratamento”, “O remédio piora a doença”, “O remédio é pior que a doença” ou ainda “Ele fica doente por estar a ser tratado”. Esta citação está situada directamente à esquerda da escotilha The Staff, a escotilha médica na qual Claire esteve prisioneira.

    Sursum corda

    Significa “Elevem os seus corações” e aparece entre a escotilha médica e a escotilha que foi riscada. Esta citação é usada na liturgia em latim da Missa de sectores mais conservadores da Igreja Católica Romana significando “Elevem os seus corações até Deus”. É também o título de um poema de Ralph Waldo Emerson.

    Malum consilium quod mutari non potest

    Traduzido para “É um mau plano que pode ser alterado” está localizado por baixo da escotilha médica. Trata-se de uma frase de Publilius Syrus.

    Cogito ergo doleoAparece logo abaixo da escotilha Flame e traduz-se para “Eu penso, logo sofro”. As traduções “Eu penso, logo angustio-me” ou “Eu penso, logo estou deprimido” também podem ser consideradas. Esta frase pode ser uma ligeira troça com a famosa frase de René Descartes “Eu penso. Logo existo”.

    Ut sit magna, tamen certe lenta ira deorum est

    Significa “Embora poderosa, a raiva dos Deuses é certamente lenta” e está situada na base inferior do octógono.

    Ursus maritimus

    Latim para “Urso polar”, aparece no mapa inserida na frase “"STATED GOAL, REPATRIATION ACCELERATED DE-TERRITORIALIZATION OF URSUS MARITIMUS THROUGH GENE THERAPY AND EXTREME CLIMATE CHANGE”

    Liberate te ex inferis

    “Salva-te do inferno”, a palavra “inferis” pode significar “o Submundo, Hades, inferno, etc.” ou, simplesmente, “Espíritos dos mortos”. Esta frase pode muito facilmente significar “Salva-te dos espíritos dos mortos”. Está localizada acima do rectângulo marcado CV III.

    Hic sunt dracones

    “Aqui sejam dragões”, localizada fora do octógono debaixo da anotação “The Pearl?”. Embora muitos historiadores acreditem tratar-se de uma ideia errada, uma vez que não existem evidências, é de crença popular que esta frase era usada em mapas antigos para dar a indicação de um local perigoso ou inexplorado.

    Mus uni non fidit antro“Um rato não aposta apenas num buraco” faz parte da peça Truculentus de Titus Maccius Plautus e está localizada directamente à esquerda do quadrado com CV IV. A tradução em inglês apareceu em código na página persephone.thehansofoundation.org como parte da LOST Experience.

    Credo nos in fluctu eodem esse

    Pode ser traduzido para “Eu acho que estamos na mesma onda” ou “Eu acredito que estamos na mesma onda” e está localizado no canto superior direito entre a escotilha “Arrow” e “C3?”

    Nil actum reputa si quid superest agendum

    “Não consideres que algo foi feito se algo foi deixado por fazer” ou “ considera nada feito se algo continua por fazer” está localizado no centro do mapa mesmo abaixo do ponto de interrogação.

    Cerberus
    Na mitologia grega Cerberus é o cão de guarda de Hades, um monstruoso cão de três cabeças que guarda as portas do inferno. Está localizado no mapa na frase “funcionamento defeituoso catastrófico de sistema Cerberus possível” e também “Nexo primário relacionado com actividade Cerberus”

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    terça-feira, junho 20, 2006

    Mapa da Escotilha

    Dentro da escotilha existem uma série de portas de segurança que tem como objectivo selar certas partes do bunker, durante o episódio “Lockdown” estas portas foram activadas e numa delas foi revelado, com luzes ultravioletas, um enorme mapa desenhado à mão.

    Aparenta ser a grosso modo um mapa de pelo menos parte da ilha e o perímetro octogonal lembra-nos imediatamente o logótipo da Dharma. Existem nele pelo menos dois tipos de anotações, notas em inglês que parecem ser relativas a factos, e notas em latim que são mais observações e especulações, chegando mesmo a ser filosóficas.

    Localizações e geografias

    O mapa mostra a localização de seis escotilhas, e uma sétima riscada, todas a “apontar” para o centro da ilha, representado no mapa por um enorme ponto de interrogação. Quatro das escotilhas tem tanto gráfico como texto a identifica-las que se tratam aparentemente do seu nome e logótipo; as outras duas não têm texto e os seus logótipos são difíceis de decifrar. O nome das escotilhas no mapa são, inverso ao sentido do relógio: The Arrow (Seta), The Staff (Cajado), The Flame (Chama), The Swan (Cisne), The Pearl (Pérola), e desconhecido.

    Anotações, matemática e equações

    Existem numerosas anotações manuscritas no mapa, algumas em latim e outras em inglês. As notas têm vários tipos de letra o que sugere diferentes autores.
    As frases em latim parecem ser mais comentários e opiniões sobre acontecimentos enquanto que as em inglês falam de varias escotilhas, um incidente oculto, falhas do sistema.

    Existem várias equações inseridas no mapa. Duas das quais parecem ser equações físicas relacionadas com magnetismo. Existe ainda uma terceira, um problema trigonométrico, no canto superior esquerdo do mapa.

    (Num post posterior falarei das anotações mais aprofundadamente)

    Linha do tempo

    Também temos anotações no mapa que parecem ser datas. Algumas parecem sugerir que uma paralisação “shutdown” ocorreu. O que foi desligado e o porquê são desconhecidos. Existe também uma referência a uma instalação zoológica e a algo chamado incidente de 1985 AH/MDG.

    Posteriormente irei falar mais pormenorizadamente de alguns aspectos do mapa e também das teorias e opiniões acerca dele.

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    sábado, abril 15, 2006

    Porquê carregar na tecla?

    Um dos sub contextos de LOST mais óbvio é o da ciência versus fé. O retrato mais notável deste tema é a justaposição de Jack, o pragmático neurocirurgião, e Locke, o idealista “gerente regional de uma companhia de caixas”. Um dos conflitos mais notáveis que estão a surgir a partir deste contraste é claro, a tecla. “Pressionar a tecla”, ou mais exactamente, inserir uma sequência de números e pressionar “execute”. Porque deveria Jack, o pragmático, dar um salto de fé?

    Existe um paradoxo inerente à aceitação, neste caso, de pressionar a tecla. O paradoxo é: Nós não sabemos o que acontecerá se a tecla é pressionada. Nós não sabemos o que acontecerá se a tecla não for pressionada. Então, qual dos dois é melhor? O universo está em constante mudança, o que significa que nós também estamos sempre a mudar. Podemos tentar evitar a mudança, ou aceitá-las; mas a mudança pode ser tanto para melhor como para pior. Portanto, a resposta à questão, “Qual dos dois é melhor?” envolverá sempre um salto de fé, porque não existe uma resposta correcta.

    Como decidir? O filósofo Blaise Pascal, quando teorizava sobre a questão da existência de Deus, apresentava a posição que a recompensa de acreditar em Deus caso ele realmente exista é infinita. Então, por tão pequena que seja a possibilidade da existência de Deus, é sempre melhor acreditar do que não acreditar.

    Claro que se trata de um argumento subjectivo mas poderá ter sido uma das razoes que levaram Kate e Sayid a tomarem o lado de Locke. Eles sentem que se “carregar na tecla” irá salvar o mundo de qualquer catástrofe que desconhecemos, então por mais pequena que seja a possibilidade que a catástrofe aconteça, é melhor continuar a carregar. Qualquer outra possibilidade parece insignificante perante esta.

    Hurley que também estava presente aceitou o facto derivado ao factor medo, ele pensa que os números estão amaldiçoados.

    O que nos leva de volta ao Jack. Porque decidiu ele carregar na tecla? Como um homem racional e pragmático, ele poderá ter pensado de maneira semelhante a Pascal, mas também ter sucumbido à pressão do grupo. Ele deve desempenhar o papel de líder do grupo, servindo o bem maior, mesmo que isso signifique ir contra o que acredita.

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